"Todo o crédito pertence ao homem que está de fato na arena; cuja face está arruinada pela poeira e pelo suor e pelo sangue; aquele que luta com valentia; aquele que erra e tenta de novo e de novo; aquele que conhece o grande entusiasmo, a grande devoção e se consome em uma causa justa; aquele que ao menos conhece, ao fim, o triunfo de sua realização, e aquele que na pior das hipóteses, se falhar, ao menos falhará agindo excepcionalmente, de modo que seu lugar não seja nunca junto àquelas almas frias e tímidas que não conhecem nem vitória nem derrota."


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16 de mar de 2013

MEDO

                                            Não tenha medo. Eles só lhe tocam se vc permitir :)





Recentemente li um artigo muito interessante sobre como podemos lidar com o medo e hoje por coincidência vi no facebook de uma amiga a charge acima.
Eu iria fazer um resumo do texto escrito por Walther Hermann Kerth*, mas resolvi publicá-lo na integra para que não perca sua essência:

Todas as vezes que um atleta me pergunta como lidar com o medo, faço-lhe algumas perguntas: – "Como você sabe que está com medo? Como você sabe que aquilo que sente é medo?" Na verdade, não tenho certeza se aquilo que sente é medo. E se não fosse medo, o que seria? Talvez alguém responda que sabe que está com medo pelas sensações instaladas no próprio corpo. Então ainda repetirei a pergunta: –"Como você sabe que isto é medo?"
Quero contar a vocês uma estória a respeito da época em que eu competia. Lembro-me da primeira vez que entrei em uma competição: minha modalidade era Tênis. Já praticava há mais de um ano e estava muito interessado em competir. Havia treinado muito. Além do treinamento técnico, corria, fazia musculação, pulava corda, nadava, estudava tudo que aparecia pela frente em relação ao assunto, assistia e analisava todos os jogos pela televisão: era o que se podia chamar de fanático.
Naquele primeiro jogo de torneio eu estava pronto para entrar na quadra pelo menos com uma hora de antecedência. E estava sentindo várias sensações em meu corpo. Não eram habituais aquelas sensações, logo não me sentia à vontade. O local do jogo era no mesmo clube que eu freqüentava, logo estava rodeado de conhecidos. Todos sabiam que era a minha primeira vez! Alguns me perguntavam se eu estava nervoso ou com medo ao que eu respondia: –"Estou sentindo uma série de coisas. Isto é medo? Isto é nervosismo?" Eles respondiam que sim. E eu acreditei...
Quando, de fato, entrei na quadra para o aquecimento e o jogo, me sentia um pouco mais estranho. Comecei o jogo após o aquecimento jogando muito bem. Muito bem! Até a metade do jogo realmente dominei a partida. Curiosamente da metade para o fim não consegui jogar mais nada. Perdi. Quando saí da quadra, meus amigos vieram me consolar. Comentavam que eu tinha começado tão bem que eles nem acreditavam como pude jogar tão mal em seguida. Na verdade, talvez, não acreditassem como eu tivesse começado tão bem!
Durante algum tempo este problema se repetiu muitas vezes. Isto até que resolvi tomar uma providência: comecei a estudar técnicas de relaxamento. Quando comecei a praticá-las muitas coisas mudaram: chegava mais cedo, preparava-me no vestiário e, antes do jogo, fazia uma relaxamento. Propriamente, entrava na quadra me sentindo muito bem, todo "zen". Porém, invariavelmente perdia o jogo por nem sequer ver a bolinha. Tudo era muito rápido e não conseguia entrar no ritmo do jogo a tempo! Esta fase durou mais algum tempo até que comecei a entender o que ocorria.
Pense comigo: somente é possível que você esteja lendo este ensaio, pelo fato de todas as outras funções biológicas necessárias para que você tenha sua consciência focalizada na leitura estejam sendo cumpridas, independente de sua vontade consciente. O seu coração pulsa, seu pulmão oxigena (e respira), seu sangue flui, todas as reações químicas dentro de seu corpo acontecem, etc.. Tudo isso como seu houvesse "alguém" dentro de você administrando toda esta fabulosa máquina para ser possível você escolher onde quer se concentrar! Este alguém passei a chamar de Administrador Interior. Você alguma vez já havia imaginado isso? Pois bem, este alguém muitas vezes se desdobra em esforço e energia para conseguir proporcionar tudo o que queremos e não queremos de uma maneira natural e inconseqüente. E tudo isso 24 horas por dia!
Naquela época eu não percebia que aquilo que sentia eram, na verdade, mensagens o meu Administrador Interno. Tinha dado os nomes de medo e nervosismo para as sensações que sentia na ocasião dos torneios. Culturalmente todos sabemos que sensações e emoções tais como medo, raiva, etc., são muito negativas. Isto fazia que, em competição, eu ficasse muito preocupado com coisas que não achava certo sentir. Todo meu foco de atenção voltava-se para dentro de mim mesmo. É óbvio que não conseguiria me concentrar no jogo como achava certo. E se não fossem medo, raiva, etc.. que tipo de mensagens do nosso Administrador Interior poderiam ser?
Levei muito tempo para descobrir isso. Hoje tudo é diferente. Sei que todas aquelas sensações que sinto em alguns momentos são uma mensagem do meu Administrador Interno dizendo: –"Você treinou bastante. Está preparado. Aqui está toda energia de que disponho para que possamos cumprir aqueles objetivos que nós tanto almejamos. Preste atenção, esta quantidade extra de energia disponível produzirá sensações diferentes. Não se preocupe, é coisa boa. Vamos adiante!"
Como você sabe que é medo aquilo que sente? Um dia você deu um nome a elas. Será verdade? Pergunte a pessoas diferentes como elas sabem que estão com medo. Provavelmente dirão que sabem disso através das sensações que sentem! Pergunte então quais são estas sensações e você perceberá que pessoas diferentes possuem sensações diferentes. Então como se pode dar um único nome a sensações diferentes? Pense nisso e divirta-se mais da próxima vez que sentir coisas que possam ser muito boas!  GRIFEI.

* Arquiteto do Aprendizado e Designer de programas de treinamentos comportamentais, conferencista, escritor, coach e consultor especialista em aprendizagem de adultos; co-criador do “Curso de Inglês ONLINE” do IDPH (Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano) e mantenedor do site www.idph.com.br; autor e editor dos livros “MAPAS MENTAIS – Enriquecendo Inteligências” (2005), “DOMESTICANDO O DRAGÃO – Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras” (1999), “O SALTO DESCONTÍNUO” (1996) e “HISTÓRIAS QUE LIBERTAM” (2000) e de várias palestras gravadas em vídeo e áudio de áudio. Criador do Sistema de Aberto de Aprendizagem de Línguas

2 comentários:

André Gonçalves disse...

Fábio,
Seu texto me fez lembrar uma antiga fase de minha vida em que perdi muito tempo preocupado com o julgamento alheio. Infelizmente até tomarmos ciência do freio que isto pode significar, ou do desvio que isto pode provocar ...
Enfim, até correr foi uma decisão que tomei por me desvencilhar da expectativa alheia. O blog a coragem de expor uma crença e a vontade de ajudar. Na verdade, acabei me libertando com tudo isso.
Boas passadas!
André
http://andreeotenis.blogspot.com

Luiz Souza disse...

Excelente Fábio.
Olhar para nós mesmos e para o Deus que nos guia é muito mais valioso do que para esses "fantasmas"

Grande abraço